domingo, 3 de julho de 2011

Biutiful

O cineasta mexicano Alejandro González Iñárritu, já reconhecido em trabalhos anteriores, como Babel, 21 gramas e Amores Brutos, num intenso e profundo trabalho, Biutiful (2010), soube explorar a trama em que apresenta Uxbal (Javier Barden) como um ser cuja história é lastimável. A atuação magistral de Javier rendeu-lhe o prêmio de melhor ator no Festival de Cannes. Pai de duas crianças, das quais possui a custódia, ele tenta conviver, embora de maneira arbitrária, com o desequilíbrio emocional da ex-esposa, Marambra, incapaz de assumir seu próprio papel de mãe. Além disso, o ponto inicial em que sua vida tem a intranquilidade ainda mais intensificada é delineado nas primeiras cenas da película, quando Uxbal descobre que tem um tipo de câncer terminal. Apenas alguns poucos meses lhe restam. Na vida profissional, o abalo também é demarcado a partir de então: Uxbal ganha a vida ilicitamente, através trabalhos com imigrantes ilegais, chineses e africanos, ele é um verdadeiro intermediário de negócios que tenta ao máximo evitar conflitos com a polícia, nem que para isso exista algum tipo de suborno. Em outros momentos, o personagem principal ostenta a função de ouvinte dos mortos, levando aos parentes mensagens que busquem algum tipo de redenção. Nesse momento, é impressionante como Iñarritu descasca e revela um bairro humilde da Catalunha, com tantos detalhes. A todo instante, as borboletas estão presentes na vida de Uxbal, como se acompanhassem suas atitudes, seus anseios num momento tão delicado pelo qual passara, a cada passo, até o último deles. Elas se fazem tão presentes, que Uxbal chega a se surpreender ao olhar para o teto, nos últimos momentos da trama. A sobrevivência se insere na vida de Uxbal como um alívio, um caminho pelo qual deverá lutar até que seus dias derradeiros reconheçam nele toda a sua resistência divina. É um verdadeiro exemplo de vida para um mundo contemporâneo e imediatista, uma reflexão iminente para todos. Assistir a Biutiful causou-me um turbilhão de sensações, inclusive a de plenitude, quando a nossa vida adquire um sentido egóico. Basta olharmos para o lado e tudo há de ser desvendado. Uxbal é um exemplo grandioso de superação e bondade. Filme esplendoroso! Confiram a trilha sonora abaixo, com o link para download!


 
Soundtrack List

01. Blak Butterflies by Gustavo Santaolalla
02.
Rein by Gustavo Santaolalla
03. Kat’s Gut by Gustavo Santaolalla
04. Wud Box by Gustavo Santaolalla
05. Negrosantolallismo by Gustavo Santaolalla
06. Como te extraño mi amor by Café Tacvba
07.
Raval by Gustavo Santaolalla
08. Floid by Gustavo Santaolalla
09. As It Chud Be by Gustavo Santaolalla
10. Meditacion#9 by Sebastien Escofet
11. Shudder/King Of Snake (Album Version) by Underworld
12. Lait by Gustavo Santaolalla
13. The Beech by Gustavo Santaolalla
14. Epilogue by Gustavo Santaolalla
15. Ravel: 2 Adagio Assai (Piano Concerto in G) by Zoltán Kocsis, Budapest Festival Orchestra, Iván Fischer
16. Almost Eir (Remix by Sebastien Escofet) by Gustavo Santaolalla
17. Seedz by Gustavo Santaolalla
18. Maler (Arranged by Osvaldo Golijov) by Gustavo Santaolalla
19. But…Guai? by Gustavo Santaolalla
20. Davis by Gustavo Santaolalla
21. …And It Mooves by Gustavo Santaolalla
22. Gedeik by Gustavo Santaolalla
23. Tin Can Gitar by Gustavo Santaolalla
24. Migraine by Gustavo Santaolalla
25. Almost Agein by Gustavo Santaolalla
26. Elegiac by Gustavo Santaolalla






































OFICCIAL TRAILLER


Um comentário:

  1. Realmente um filme lindo.
    E a trilha sonora...fantástica.

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